Quietação da alma


 

Quando o sono tocar seu lado mais obscuro 

Lembre-se do que são feitos seus travesseiros 

Projete a única ilusão satisfatória da penúria 

Para nela tentar ser quem dorme sem meias 

 

O dormir sem meias lhe dirá muito 

Caso meias palavras lhe foram ditas 

Ou meias verdades foram ouvidas 

Até meias ternuras sentidas ou meios arrepios 

 

A contemplação do que é real 

Se mistura a doce ilusão de um pôr do sol 

Onde a simbiose entre carne e espírito 

Materializa o sonambulismo fortuito 

 

Quando chegar ao sorvedouro do sono 

Onde o exílio parece inevitável 

E a temeridade é mais crível 

Livrar-se-á das clausuras que lhe aflige 

 

Este sentimento de emancipação 

Perdura tanto quanto o repouso se estende 

Quão ululante é o desadormecer 

Um verdadeiro desassossego da alma 

 

 


3 respostas para “Quietação da alma”

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