Estado de passividade


 

O dia passou voando entre risos e descobertas 

A perda do peso que carregava já sem forças 

O respirar profundo de quem se rendeu à iluminação 

E a noite mais clara do resto de sua vida 

 

Após anos, a venda em seus olhos, retirada 

Uma sensação de vertigem lhe faz entender 

Seus olhos castanhos de pura dúvida e medo 

Refletiam uma alma pedindo abrigo 

 

Vozes que não saem das suas ilusões 

Dedos que apontam mais um erro insalubre 

Uma flor que desabrocha sem cor 

A falta de um passado acolhedor 

 

Dahaka com suas três cabeças surge no céu 

As estrelas fugiram e a lua entristeceu 

Lançou suas garras sobre a casa dos horrores 

Que por ali ficou até que o ritual tomasse forma 

 

O último respirar pesado de seus pulmões adoecidos 

E por fim, uma mão sobre sua cabeça decretou 

Vozes sussurradas não lhe afligirão mais 

Algum medo ou dúvida que descanse em paz 

 

 

Criança geopolítica observando o nascimento do homem novo
Modificação da pintura de Salvador Dalí

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