Estado de meia-vida


 

Meia noite em ponto 
Facas afiadas 
A moeda gira, gira, gira e para 
Torcemos pela coroa, mas caiu cara 
 

Meia noite e um minuto 
Decidido foi 
Marcados para morrer ao puro acaso da sorte 
Esta noite, mais uma vez, nos encontramos com a morte 
 

Meia noite e cinco minutos 
Um ar sombrio cobre nossos ombros 
Mas o destino não dá trégua e nem erra 
Uma faca de cada vez, em sua carne se encerra 
 

Meia noite e trinta minutos 
O sangue ainda corre vermelho queimado 
As pupilas dilatadas não brilham mais 
A sua vida, neste instante se desfaz 
 

Meia noite e cinquenta minutos 
A tristeza me persegue como Asmodeus 
A casa dos horrores está manchada mais uma vez 
E dessa vez, um parente tão próximo velarei 
 

Uma hora em ponto 
Um dia mágico que começou fúnebre 
Todos aliviados, a hora do julgamento se adia 
Pelo menos, mais um ano, mais um dia 

 

 


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