Sonhos reprimidos


 

Insolúveis crenças hereditárias 

Da criatividade plena da criação 

Renegam seres sapientes 

Seus desejos inusitados e instintivos 

 

Aos braços de leis mórbidas e cruéis 

Descansam à retidão pela iluminação 

Do apagar das luzes pascais 

Ao primeiro abrir dos olhos natais 

 

Ressurgentes espíritos da plenitude 

Em busca da mais pura perfeição 

Acorrentam-se às poeiras de um livro inveterado 

Ao pensar no peso de sua obrigação 

 

A mácula deixada pela divergência 

Das atrocidades impuras antepassadas 

Olhada pelos prismas céticos e irresolutos 

Da abstenção do discernimento 

 

Um reflexo sem eixo ou alicerce 

Que se estende na justaposição do tempo 

Parecendo intrépidos a cada passo imediato 

Mesmo sem firmeza ou constância 

 

Um anseio desenfreado pela justiça 

Sem distinção da dicotomia compulsória 

Que atormentam seres irrelevantes 

E afugentam os indispensáveis 

 

 


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